Realce

12 dez 2020 – 21 fev 2021

Curadoria Keyna Eleison e Pablo Lafuente

Realce é a primeira aproximação da nova Direção Artística com as coleções e a arquitetura dos espaços no MAM Rio. Traz um processo pessoal de aprendizado e familiarização com as obras; exercícios de reflexão sobre as escolhas individuais e coletivas, sobre o que pode ser mostrado e dito das coleções em várias perspectivas e escolhas como curadores.

Este encontro que estamos promovendo se propõe a pensar as obras do acervo e as possibilidades da sala, da luz que volta a entrar cada vez mais, restaurando o projeto arquitetônico original. Os desafios expográficos seduzem o pensamento. Vibrar sob uma intensa luz e reagir a nossos olhares interessados, definitivamente curiosos e sem muitas certezas. Com obras de Anna Maria Maiolino, Djanira, Mira Schendel, Cícero Días, Edival Ramosa, GTO, Hélio Melo, Le Corbusier e Max Bill, entre outros.

Oxumare (1973), obra de Edival Ramosa em madeira, latão, couro e sisal, 260 x 110 x 10 cm. Coleção Gilberto Chateaubriand MAM Rio. Foto Jaime Acioli

Fazenda de chá no Itacolomi (1958), óleo sobre tela de Djanira, 81 x 116,2 cm, da Coleção MAM Rio. Restaurada com apoio do Edital Pró-Artes Visuais, 2012. Foto: Jaime Acioli

Mira Schendel, sem título, 1975, colagem e pigmento dourado sobre papel, 40 x 30 cm, da Coleção Gilberto Chateaubriand MAM Rio. Foto Romulo Fialdini e Valentino Fialdini

Lute (1967), obra em fórmica e madeira de Rubens Gerchman, 173 x 554,5 x 38,5 cm, da Coleção MAM Rio. Doação do artista. Foto Rafael Adorjan

O impossível (1945), escultura em bronze de Maria Martins, medindo 79,5 x 80 x 43,5 cm. Coleção MAM Rio. Doação da artista. Foto Jaime Acioli

Texto curatorial

Estamos apenas começando com uma aproximação, a primeira de várias, por meio de algumas escolhas entre as muitas possíveis.

Todas as obras desta exposição fazem parte das coleções do MAM Rio e foram selecionadas em função do encantamento que resultou de nosso encontro. As paredes expográficas de Karl Heinz Bergmiller também são parte do patrimônio do museu, assim como as suas janelas, que enquadram a paisagem que enxergamos através delas. Constatar essas presenças talvez seja o primeiro fato digno de destaque. A partir delas, nosso convite é para se aproximar com um olhar renovado.

O que importa são os encontros no percurso. As coisas que se destacam, as que deixam marca, as que levamos pelos olhos e com a memória, até o final ou só por um momento. Aquelas que nos confrontam, mas também as que percebemos apenas pelo canto do olho. As que se realçam e nos realçam.

Toda apresentação é no fundo uma tentativa de realçar. Mas aquilo que realça pode ocultar outro aspecto ou elemento. Muitas vezes o que deixamos de ver é o que faz tudo acontecer; é base.

Uma possibilidade entre outras é não ter chegado até aqui, e não ler estas palavras. Para quem chegou, o retorno pode adotar vários caminhos. Rápido, em direção à saída, ou talvez olhando algo de novo, desde outro ângulo, em outra sequência; ficar, contemplando a paisagem, ou falar com alguém que esteja por perto, trabalhando ou visitando. 

No museu há regras, mas não são tantas. Assim, a experiência não depende tanto do que se ofereça quanto das vontades e disponibilidades dos que aqui entram. 

Keyna Eleison e Pablo Lafuente


Artistas na exposição

Adriana Varejão
Aluísio Carvão
Anna Bella Geiger
Anna Maria Maiolino
Antonio Henrique Amaral
Antônio Maia
Antonio Manuel
Antonio Poteiro
Bruno Munari
Carlos Vergara
Carlos Zilio
Cícero Dias
Cildo Meireles
Claudio Tozzi
Dionísio Del Santo


Djanira
Edgar Negret
Edival Ramosa
Efrain Almeida
Farnese de Andrade
Frans Krajcberg
Gilvan Samico
Glauco Rodrigues
GTO
Heitor dos Prazeres
Hélio Melo
Ivan Serpa
Ivens Machado
Jean Arp
Josef Albers



Le Corbusier
Leda Catunda
Luiz Paulo Baravelli
Luiz Zerbini
Lygia Clark
Manabu Mabe
Marepe
Maria Martins
Mario Cravo Junior
Max Bill
Mira Schendel
Nelson Félix
Rubens Gerchman
Tunga
Véio
Waltercio Caldas

Links relacionados

Biografia de Maria Martins, Djanira, Ivan Serpa e Lygia Clark.

Obras restauradas com apoio do Edital Pró-Artes Visuais, 2012, entre elas Fazenda de chá no Itacolomi, de Djanira



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