10 nov 2018 - 29 set 2019

Curadoria Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes
Lei de Incentivo à Cultura
Mantenedores do MAM Rio Rede D'Or, Petrobras e Techint
Patrocínio PWC
Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Governo Federal

 

 

Constelações – O retrato nas coleções MAM Rio

A exposição apresenta uma reflexão sobre a prática e o significado de um dos gêneros mais antigos e mais produzidos da pintura: o retrato. Do latim retractare (copiar), ele tem como definição a representação de uma figura individual ou de um grupo, elaborada com base em modelo vivo, documentos, fotografias, desenhos ou mesmo com o auxílio da memória. Até o século 18, não era qualquer um que podia ser retratado. Apenas reis (e suas famílias), militares de alta patente e com grandes vitórias em guerras, membros da igreja e os mais importantes comerciantes tinham a oportunidade de eternizar suas imagens (seja em pintura ou em monumentos) e com elas afirmar e legitimar sua posição de autoridade e poder. Só a partir da segunda metade desse século, tendo a Revolução Francesa e a invenção da fotografia como motores de mudança, os retratos (e autorretratos) ganharam novos contornos, incorporando figuras de segmentos sociais mais amplos (e não apenas dos círculos aristocráticos), e também maior liberdade na construção da imagem.

Além de pintura, “Constelações” apresenta também objeto, vídeo, desenho, instalação, fotografia, gravura e escultura, todos pertencentes ao acervo do MAM Rio, realizados por cerca de 60 artistas, brasileiros e estrangeiros, de diferentes gerações. Entre os trabalhos mais antigos está um conjunto de cartes de visite (cartões de visita fotográficos), produzidos a partir de 1860 e um dos grandes modismos da segunda metade do século 19; além da fotografia feita por Nadar, em 1891, de D. Pedro II morto. Há também retratos de importantes nomes do nosso modernismo como Anita Malfatti, Milton Dacosta, Oswaldo Goeldi, Djanira, Di Cavalcanti, Maria Leontina, Guignard, Ismael Nery e Vicente do Rego Monteiro.

A mostra revela ainda, para além de uma dimensão mais histórica, a possibilidade de releituras contemporâneas da prática do retrato. Nesses trabalhos o que vemos são quase peças de um quebra-cabeça: partes (algumas vezes irreconhecíveis) do corpo ou marcas deixadas nele ou por ele; peças de roupas; objetos e outros dados pessoais capazes de revelar as particularidades de uma personalidade; ou mesmo pessoas que são lembradas por sua ausência ou somente apenas pelo seu nome, como a instalação de Wilson Piran que reúne os nomes de dezenas de artistas brasileiros de diferentes gerações, e serviu de inspiração para o título desta mostra.

Fernando Cocchiarale
Fernanda Lopes
Curadoria


Artistas na exposição

Alberto da Veiga Guignard
André Adolphe-Eugène Disdéri
Angelo de Aquino
Anna Bella Geiger
Antiga Casa Fritz
Antonio Manuel
Artur Barrio
Bruno Veiga
Cabelo
Caetano Dias
Carlos Scliar
Carlos Vergara
Charles Reutlinger
Cláudio Tozzi
Djanira
Efrain Almeida
Ernesto Papf
Evandro Teixeira
Fanny Feigenson
Farnese de Andrade
Geraldo de Barros
Glauco Rodrigues
Hélio Oiticica
Henschel & Benque
Hermínia de Mello Nogueira Borges
Iole de Freitas
Ismael Nery
Ivan Serpa e Antonio Manuel
F. Guimarães
Joana Traub Csekö
João Pina
Jorge Henrique Papf
José Oiticica Filho
Justiniano José de Barros
L Desmaisons
Lia Menna Barreto
Loris Machado
Luiz Zerbini
Márcia X e Ricardo Ventura
Maria Leontina
Maujean
Miguel Rio Branco
Milton Dacosta
Nelson Leirner
Paiva Brasil
Paul Nadar
Pierre Petit
Ricardo Basbaum
Roberto Magalhães
Rosângela Rennó
Serguei Lvovich Levitsky
Tiago Santana
Tunga
Valdir Cruz
Vania Mignone
Vicente de Mello
Vicente do Rego Monteiro
Walter Sánchez
Waltercio Caldas
Wanda Pimentel
Wesley Duke Lee
Wilson Piran


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