BÓLIDES, 1963-1979

B 47 Bólide caixa 22 – Mergulho do corpo (1967), de Hélio Oiticica, caixa d’água com inscrição de letras de borracha preta, 47,5 x 55 x 55 cm, da Coleção César e Claudio Oiticica. Foto Jaime Acioli

Hélio Oiticica manipulando o trabalho B 11 Bólide caixa 9 (1964). Foto Claudio Oiticica

Em 1963, Hélio Oiticica iniciou a produção dos Bólides.  São trabalhos em formato de caixa, majoritariamente em madeira ou vidro, mas também em plástico, contendo diferentes materiais como pigmento, terra, água, espelhos, conchas, pedaços de tecido ou papel, fotografias ou poemas. Às vezes se parecem com composições construtivas tridimensionais improvisadas, mas o espectador-participador é convidado a explorar as diferentes possibilidades desses objetos com outros sentidos: abrindo gavetas ou portas, manipulando materiais, sentindo odores, contemplando suas cores. Os Bólides trocam a escala corporal dos Penetráveis por uma escala menor, sugerindo a possibilidade de segurar a obra nas mãos. Os Bólides são também uma porta de entrada para temas de cunho social e político. É o caso de um dos mais icônicos, B 33 Bólide caixa 18 “Homenagem a Cara de Cavalo” (1965), um tributo a Manoel Moreira, morador da antiga favela do Esqueleto e amigo de Oiticica, que foi morto por uma organização policial clandestina. Outro exemplo é o B 09 Bólide caixa 07 (1964), que o artista levou para o morro da Mangueira. Uma estrutura de madeira pintada de  amarelo, ela contém um espelho que reflete e incorpora seu entorno, trazendo o exterior para o interior.

Conheça outras séries do artista

Metaesquemas, 1956-1958
Relevos espaciais, 1959-1960
Núcleos
, 1960-1966
Penetráveis, 1961-1980
Cosmococa, 1973-1974
Parangolés, 1964-1979


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