14 de dezembro de 2017

Criado em 1948 o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ocupa um lugar único no cenário da produção artística brasileira por sua importância como centro difusor de cultura. O edifício, onde funciona desde 1958, foi projetado por Affonso Eduardo Reidy com jardins assinados por Roberto Burle Marx, e é reconhecido internacionalmente como um marco da arquitetura moderna no Brasil. Foi projetado para dialogar com a paisagem: a horizontalidade da composição contrasta com o perfil dos morros cariocas e as fachadas envidraçadas trazem para o interior o paisagismo de Burle Marx. Não há distância entre a estrutura e a aparência final. Os vãos livres têm um fim prático: a liberdade de composição oferecida ao espaço expositivo, o convite aos jardins no plano térreo.

Com uma localização privilegiada no Parque do Flamengo às margens da baía de Guanabara, o Museu de Arte Moderna fica a dez minutos de caminhada do centro histórico da cidade, entre a Zona Sul e o Centro, com vista de vários cartões postais do Rio de Janeiro: o Pão de Açúcar, a igreja histórica do Outeiro da Glória, o Corcovado e a própria baía.

Lugar histórico da vanguarda e do experimentalismo no país, viu nascer parte considerável dos nossos movimentos artísticos e lançou muitos dos mais importantes artistas nacionais. Foram incontáveis os eventos e os artistas que pelo MAM Rio passaram ou nele tiveram uma referência fundamental para o florescimento de suas obras, como Grupo Frente (1954), Neoconcretismo (1959), Ateliê de Gravura (1959), Nova Objetividade Brasileira (1967), Opinião 65 e Opinião 66, Domingos da Criação (1971) e Área Experimental (1975-1976), e os movimentos do Cinema Novo (anos 1960), Cinema Marginal (anos 1970), o curtametragismo e o documentarismo independentes (anos 1970-1980), e o Cinema Experimental Contemporâneo (anos 2000).


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Parque do Flamengo - Rio de Janeiro

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