AniMAM – Maria Martins

O segundo filme de animação da série AniMAM é dedicado à obra da escultora brasileira Maria Martins (1894-1973). Maria é uma artista importante do modernismo internacional, tornou-se artista com mais de 40 anos, fez muitas esculturas em madeira, gesso e bronze, e entrou na coleção de museus muito importantes no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Ela viveu em muitos países e teve cinco filhas, mas perdeu duas muito pequenas.

Ela conviveu e colaborou com outros grandes artistas como André Breton, Marcel Duchamp e Piet Mondrian. Maria é “a grande escultora do surrealismo”, segundo o historiador da arte Michel Seuphor. Maria estudou a filosofia do Zen Budismo e as histórias indígenas da Amazônia que explicam a origem do mundo, e criou obras com esses mitos, evocando forças da natureza, fantasias e monstros.

A Cobra Grande, que aparece em uma de suas esculturas, é a grande deusa da Amazônia. Ela que trouxe a noite para o mundo, para a luz do dia não cegar seus olhos. Seu filho é o rio Amazonas. Tem a crueldade de um monstro e a doçura de uma fruta. Ela vive embaixo de seu amado rio, escreveu a artista.

O filme de animação produzido pelo MAM foi desenhado por Auá Mendes e animado por Ambrósio Pentú. Auá é artista indígena Mura do Amazonas, formada em Tecnologia em Design Gráfico pela Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro) e faz mestrado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). É designer gráfica, ilustradora, grafiteira, performer, maquiadora artística e fotógrafa experimental. Trabalha também em suportes tridimensionais, analógicos e digitais. Ambrósio Pentú é ilustrador, animador, captador de som direto e é também conhecido como Maguim do pife, pois toca esse tipo de flauta.

A trilha sonora do filme é de Arthur Braganti, músico e compositor do Rio de Janeiro, que faz parte da banda Letrux.

Desenho de Auá Mendes e Ambrósio Pentú a partir da escultura Cobra grande (1942), de Maria Martins

Desenho de Auá Mendes e Ambrósio Pentú a partir da escultura O impossível (1946), de Maria Martins, que pertence à Coleção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Desenho de Auá Mendes e Ambrósio Pentú a partir da escultura Sem eco (1943), de Maria Martins

Desenho de Auá Mendes e Ambrósio Pentú a partir da escultura O caminho, a sombra, muito longo, muito estreito (1946), de Maria Martins

Série de filmes de animação para primeira infância (0 a 6 anos) produzidos pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com patrocínio da Petrobras.

A série traz temáticas pouco abordadas em animações para primeira infância, com conteúdos de arte moderna, acervos e arquitetura do museu.


Links relacionados

Leia a biografia de Maria Martins e conheça as obras do acervo do MAM.

Escultura O impossível na exposição Realce.


Outras animações da série AniMAM

Wanda Pimentel

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro



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