Petrobras Traço Animado

MOSTRA DE ANIMAÇÃO BRASILEIRA

A animação brasileira vem conhecendo um boom de produção no século XXI, motivado por políticas públicas, entre as quais se destacam os patrocínios da Petrobras e os editais da Secretaria do Audiovisual e da Ancine, e pela crescente aceitação por parte do público, crítica, players de mercado e academia. A multiplicação de mídias, como os jogos eletrônicos e aplicativos, e de janelas de exibição, especialmente o segmento de tv a cabo, também estabilizaram uma base de criação e criaram demanda de produção que inseriu a animação brasileira em um circuito internacional. Nos últimos anos alguns longas metragens estrangeiros foram desenvolvidos e realizados no Brasil, embora formalmente produzidos por países como Espanha, Canadá e França. O prestígio da animação brasileira se consolidou com a indicação ao Oscar de Animação para O Menino e O Mundo e a retrospectiva de sua trajetória no Festival de Annecy em 2018.

Mas nem sempre foi assim. A história da animação brasileira revela um longo e penoso percurso, que se não dista muito das dificuldades de se fazer cinema no país, acrescenta especificidades como a conquista das técnicas, a indefinição por uma segmentação e inserção no mercado, com predomínio da publicidade até bem pouco tempo, e a marginalização de propostas mais experimentais e artísticas. Novamente a pouquíssima repercussão do premiado filme de Alê Abreu, que teve apenas 16 mil espectadores no circuito de salas brasileiro, parece indicar a necessidade uma popularização ainda maior desses esforços e uma discussão do caráter artístico de parte considerável da animação brasileira.

Petrobras Traço Animado – Mostra de Animação Brasileira pretende ser uma pequena contribuição à essa difusão e reflexão, remontando aos primórdios dessa forma de expressão e perseguindo suas continuidades e descontinuidades até a atualidade, a partir de uma tradição ibérica e latino-americana. Vista quase sempre pela perspectiva de sua associação (ou não) aos padrões dominantes da animação (Disney, McLaren, Svankmajer, Miyazaki, etc.), a trajetória brasileira tanto pode ser enquadrada por suas relações com a indústria gráfico-editorial, o cinema, a publicidade, o expressionismo abstrato e os memes de internet, como pela valorização da natureza, debitária do mito fundador em torno do Eldorado, da criança, quase sempre desencantada e triste nessa filmografia, e da distopia, pela fuga frente ao presente e ao cotidiano, entre outras recorrências.

A presença da Petrobras junto ao curso e mostra revela sua participação e engajamento nessa história, quer pelo pioneirismo em encomendar a primeira animação em cores, Um Rei Fabuloso, realizada em 1966 por Wilson Pinto, quer por manter notável preocupação até os dias atuais com o fomento do segmento.

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