12 de abril de 2019

Acervo da Cinemateca

O acervo da Cinemateca é múltiplo, extenso e variado, constituindo uma tipologia documental que exige diferentes tratamentos arquivísticos. A disponibilização das bases de consulta em versão simplificada visa uma interface amigável com o usuário e não elimina a possibilidade de arguição direta em função de demandas e especificidades que ultrapassem as informações aqui consolidadas.

Procedimentos de consulta

A consulta à documentação sob guarda da Coordenadoria de Documentação e Pesquisa é livre e gratuita, com direito à reprodução para fins de estudo, pedagógicos e de divulgação não comercial, à exceção de alguns pouco itens, que exigem autorização expressa por escrito do detentor de direitos para consulta ou duplicação. Se o uso das informações de qualquer natureza ou suporte for ter outro fim que não os indicados acima, em particular se for objeto de inserção em peça comercial de qualquer natureza, uso e meio, é necessário informar previamente o setor, sob pena de processo judicial pelas instituições e pelos terceiros diretamente atingidos.

Os procedimentos de consulta são simples. Uma verificação prévia pode ser feita quanto à possibilidade de existência de fontes que interessem ao pesquisador/usuário nas bases disponibilizadas neste sítio (para outras fontes consulte diretamente o setor). Para agendar a pesquisa, basta enviar um e-mail para o endereço eletrônico cinemateca@mam.rio, indicando nome, materiais ou temas que quer consultar, instituição a que está vinculado e uso pretendido das informações. O usuário receberá uma resposta por correio eletrônico, esclarecendo se há materiais disponíveis para consulta e marcando dia e hora para a vinda ao setor. Quaisquer dúvidas adicionais poderão ser esclarecidas por força de correspondência eletrônica.

Para mais informações, escreva para cinemateca@mam.rio

Consulta/empréstimo de filmes e documentos

A coleção de cópias de difusão da Cinemateca do MAM, disponibilizada mediante consulta direta ao Arquivo, apresenta-se em suporte película (35mm e 16mm) e digital (DCP, MOV, MP4 e outros formatos). Para pesquisa e agendamento de títulos é necessário acessar a aba ACERVO/Audiovisual/Fílmico e/ou entrar em contato com o Arquivo de Filmes pelo e-mail cinemateca@mam.rio.

As coleções de cartazes e de imagens fotográficas da Cinemateca do MAM estão disponíveis ao acesso público mediante consulta direta ao arquivo. O empréstimo se fará sob condições e especiais e mediante seguro no caso de cartazes de documentos raros. Para pesquisa no acervo é necessário acessar a aba ACERVO/Documental e/ou entrar em contato com a Coordenadoria de Documentação e Pesquisa, pelo e-mail cinemateca@mam.rio.

Histórico de Documentação e Pesquisa

Embora formalmente constituído em 1960, pode-se dizer que a existência da Coordenação de Documentação e Pesquisa da Cinemateca remonta ao envio de livros, revistas, cartazes, lanternas mágicas e outros itens feito em 1956 pelos diretores Antônio Moniz Vianna e Ruy Pereira da Silva, por ocasião de uma viagem de visita e consulta a outros arquivos na Europa e nos Estados Unidos. Ainda na década de 1950 seriam acrescidas novas doações, como a de impressos e press-books dos filmes lançados pela United Artists no Brasil, de 1916 a 1949, e a de materiais de divulgação do produtor e diretor Moacyr Fenelon, feita por sua viúva Olga e sua filha Yeda em 1959. No ano seguinte o crítico e romancista Octávio de Faria, compreendendo o alcance da iniciativa entrega grande parte de sua biblioteca particular de cinema para a instituição.

Logo em seguida, o primeiro periódico é ofertado sob a forma de uma assinatura da crescentemente prestigiosa Cahiers du Cinéma pela Maison de France. O volume de materiais já era suficiente em 1964 para suscitar a contratação de um profissional encarregado de organizá-los, o crítico Jorge Kuriaem Filho, e a definição de um local apropriado para o acervo, que se instala junto à sala de projeção do terceiro andar do Bloco de Exposições. Com o crescente sucesso da Cinemateca ficou claro que as seguidas doações exigiam um tratamento mais amplo e profissional, assumindo também o setor a tarefa de promover uma coleta organizada de informações, sobretudo junto à imprensa diária de todo o país, o que ampliava ainda mais o volume da empreitada.

Com a entrada dos críticos José Carlos Avellar e Ronald Monteiro em 1969, estrutura-se uma separação e catalogação das diferentes tipologias documentais, configurando-se a biblioteca, que segue ainda hoje como a maior do país em sua área, o arquivo de papéis, constituído principalmente por dossiês de imprensa e, nesta época, por ampliações fotográficas, e a seção de cartazes. Com o incêndio de 1978, parte do acervo é atingido pelos trabalhos de combate ao sinistro e de rescaldo, requerendo um novo tratamento e disposição. Com o desenvolvimento do projeto de reestruturação de toda a Cinemateca, instituído no ano seguinte, o setor passa a ser abrigado no Bloco Escola. Coordenado por Monteiro, com a colaboração de Vera Brandão de Oliveira e outros funcionários da Cinemateca, a Documentação e Pesquisa passa a trabalhar com a orientação e os instrumentos de pesquisa recomendados pela Federação Internacional de Arquivos de Filmes. Parte dos dossiês de imprensa é microfilmado em parceria com a Casa de Ruy Barbosa e periódicos históricos como Cinearte e A Scena Muda são emprestados à Biblioteca Nacional com o mesmo fim.

Já no século XXI, a Cinemateca colaboraria com o projeto de digitalização destes mesmos títulos, empreendido pela Biblioteca Jenny K. Segall. Crescendo continuamente ao longo dos últimos 20 anos, torna-se o maior centro de documentação de cinema do país, acumulando mais de dois milhões de itens documentais em seu acervo e uma diversificada gama de materiais, indo de brinquedos e cromos a roteiros originais e story-boards, de programas de salas de exibição do início do século XX a uma “biblioteca” digital com conteúdos coletados na rede mundial de computadores, muitos deles já desativados para consulta online, denominada Centro de Documentação Virtual. Parte do acervo ainda está sendo tratado arquivisticamente e parte já está passando por um processo de digitalização, alimentando os instrumentos de pesquisa e as formas rápidas e seguras de consulta do ponto de vista da conservação dos documentos. Para os materiais protegidos por direitos patrimoniais, autorais e de imagem, o acesso a este patrimônio ainda implica em grande parte na presença física do usuário na instituição.

Em 2020 a Cinemateca do MAM deu início à mudança de seu acervo não fílmico para um novo Centro de Conservação à rua do Senado, no Centro do Rio. Veja detalhes no vídeo abaixo.

Aparatos tridimensionais

A coleção de equipamentos, instrumentos e peças tridimensionais é originária da transferência do conjunto reunido pelo cineasta e pesquisador Jurandyr Noronha para a constituição do Museu Nacional de Cinema, iniciado em 1970 e afinal não efetivado. Ao pequeno núcleo somaram-se os importantes conjuntos do Instituto para Preservação da Memória do Cinema Brasileiro e da própria Cinemateca. São cerca de duas mil peças, distribuídas por área como fotografia de cinema, montagem, som, laboratório, cenografia, figurino, televisão, exibição. Parte do acervo fica exposta permanentemente na Galeria Jurandyr Noronha, localizada no Bloco Escola.

Acervos Particulares

Os arquivos particulares sob comodato da Cinemateca, por sua condição especial, só podem ser consultados mediante autorização dos depositantes ou detentores legais, com exceção do Arquivo Alex Viany, que foi digitalizado e disponibilizado para consulta pública direta na internet (www.alexviany.com.br).


Carlos Fonseca


Herbert Richers