3 de junho de 2020

Convocatória MAM | Capacete 2020
Residências artísticas e bolsas de pesquisa

CRONOGRAMA 2020

19 de junho: Anúncio da convocatória
10 de julho: Encerramento das inscrições
3 de agosto: Divulgação dos selecionados para o programa de residência
3 a 7 de agosto: Entrevistas com finalistas da bolsa de pesquisa
10 de agosto: Início do programa de residências artísticas
17 de agosto: Divulgação dos selecionados para o programa de bolsas de pesquisa
1o. de setembro: Início do programa de bolsas de pesquisa

Veja a apresentação em vídeo desta convocatória em www.instagram.com/mam.rio

Junho 2020

O MAM | CAPACETE abre uma chamada para residentes e pesquisadores do estado do Rio de Janeiro. São 12 residências artísticas, com duração de 5 meses, a partir de agosto de 2020, e 6 bolsas de pesquisa, com duração de 6 meses, a partir de setembro de 2020.

As residências acontecerão online, enquanto durar a quarentena imposta pela pandemia do Covid-19, e depois presencialmente no espaço do museu. Os dois programas estarão integrados à área artística do MAM. 

Para participar dos programas é necessário ter trajetória dentro do campo das artes visuais ou áreas relacionadas, como arquitetura, dança, museologia, de no mínimo 3 anos para as residências e de no mínimo 5 anos para as bolsas de pesquisa. As residências artísticas vão exigir uma dedicação média de 10 horas semanais. Para as bolsas de pesquisa, será construído um cronograma em conjunto entre o contemplado e a equipe MAM | Capacete.



Visão

Investida de uma história muito anterior ao tratado de Giorgio Vasari (1511-1574) e às estátuas da Grécia Clássica, o fazer artístico, que não atende à separação binária entre teoria e prática, sempre esteve imbricado em relacionar através de imagens, sons, corpos e sentidos a integridade do humano. Quais imagens-ações se relacionam com a potência que somos? Como elas apontam para informar aquilo que somos ou, ainda, para direcionar o futuro que a nossa tradição e ancestralidade vislumbrou?

Os programas de residência e das bolsas de pesquisa aqui lançados visam incentivar o fazer artístico atento ao presente que se desloca, ao ambiente global que se declina, às distinções sociais que de maneira invisível modulam nossa ética-estética, à memória transcultural presente na localidade e ao caminhar junto para se chegar mais longe.

Com a intenção e o olhar voltado para os profissionais do campo das artes e áreas relacionadas, a presente convocatória visa apoiar e fomentar o pensamento artístico enquanto forma saudável de nos relacionarmos e agirmos no mundo.

Esta chamada aberta é lançada observando o compromisso com a comunidade artística e seus múltiplos perfis de atuação. Com essa convocatória buscamos abarcar com as residências o estímulo de estar em comunidade através de conversas permanentes sobre arte e afins, enquanto com as bolsas de pesquisa visamos apoiar processos já em desenvolvimento. Em ambos os programas valorizamos a importância de ações contundentes com a sociedade que faz, pensa e oferece mundos possíveis.



Programa de residências artísticas12 vagas

Inscrição: de 19 de junho a 10 de julho de 2020
Regime de dedicação: cerca de 10 horas semanais
Duração da residência: 5 meses
Início do programa: agosto de 2020
Finalização: dezembro de 2020
Bolsa residência: R$ 750/mês no modo virtual e R$ 1.000 por mês no modo presencial*
Perfil: artistas, educadores, curadores, críticos de arte, historiadores da arte, escritores e outros profissionais que se sintam convocados, residentes do Estado do Rio de Janeiro
Localidade: Rio de Janeiro, Brasil

*Os encontros presenciais serão realizados uma vez que a situação do isolamento social decorrente da pandemia permitir o deslocamento de todos para o espaço CAPACETE no MAM Rio.

Programa de bolsas de pesquisa – 6 vagas

Inscrição: de 19 de junho a 10 de julho de 2020
Duração da bolsa: 6 meses
Início do programa: setembro de 2020
Finalização: fevereiro 2021
Valor da bolsa de pesquisa: R$ 1.500/mês
A quem se destina: artistas, curadores, críticos de arte, historiadores da arte, arquitetos, antropólogos, escritores, educadores, gestores culturais e outros profissionais que se sintam convocados, residentes do Estado do Rio de Janeiro
Localidade: Rio de Janeiro, Brasil

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Selecionades do Programa de Residência MAM | Capacete 2020



Ana Clara Tito
Nascida em Bom Jardim, RJ, em sua pesquisa utiliza do corpo e seus estados emocionais/mentais como ponto de partida e de chegada. Seus trabalhos cruzam fotografia, performance e instalação, integrando a matéria como corpo agente e explorando as relações entre material e imaterial. Pensa sua prática artística como desenvolvimento de um modus e de um universo baseado em permissão e possibilidade, movimentando e pensando: intimidade, privado, corpo-construção, inconclusão, não linearidade, complexidade, instabilização, desestabilização, não cabimento, não cessamento, não contimento.




Diambe da Silva
Diambe da Silva é artista visual e bixa escritora que elabora coreografias.




Gabriela Noujaim
Gabriela Noujaim tem estruturado sua poética nos limites e possibilidade da gravura, com interesse em vídeos, fotografias, livros de artista, objetos e instalação, tensionando as possibilidades de imaginar outros mundos e futuros, em que as noções de permanência e risco são questionadas, como a defesa sobre a violação aos corpos, as crises políticas e os desastres ambientais.




Guilhermina Augusti
Guilhermina Augusti, futura filósofa, estudante de audiovisual e artista plástica. Sua arte e pesquisa discorrem sobre disputar poder, evidenciar os atritos que habitam o objeto corpo em relação ao mundo, apontando e se colocando num movimento contrário às estruturas que mantêm esses conflitos.




Iah Bahia
Formação como tecnóloga em design de roupas e formação livre em artes pela Escola de Artes Spectaculu e pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Possui prática-pesquisa em artes a partir de observações e experimentações interdisciplinares que faz do mundo a partir da superfície e do órgão-pele, em conjunto às forças atribuídas fora e dentro do corpo, as borbulhações geradas a partir das raízes criadas no asfalto e os saberes enterrados pelo cimento da modernidade.




Lidi Oliveira
Artista, cria da BXD, faz parte da quarta geração de mulheres que costuram de sua família. É coordenadora do Laboratório Arremate, espaço de criação periférica em que desenvolve a Pedagogia do Fundo de Quintal. 




Luma Nascimento 
Artista, pedagoga, produtora e pesquisadora de assuntos futuro-lógicos. Seus trabalhos buscam incentivar produções de novas interpretações sobre as narrativas da afrodiversidade étnica na cultura interna e externa do Brasil.




Mayara Velozo
Moradora do Morro do Salgueiro, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, cursa História da Arte na UERJ, é artista visual, poeta e já foi cordelista. Suas experiências artísticas permeiam entre performance, fotoperformance, poemas e videoinstalação. Seus projetos vêm de uma temática construtiva, e têm uma poética do concerto com os outros e com ela mesma, habitando sua casa e seus lugares de convívio. Mayara fala de uma construção pessoal e coletiva, de lembranças e ideias que por muito tempo se passaram despercebidas. Do feitio autônomo de sua família de construir e reconstruir sonhos arquitetônicos.




Rack&Derret
Rack é um artista plástico, pintor e ilustrador que desenha desde criança, influenciado por seu ambiente familiar e pela mídia. Sua perspectiva artística passa pelo acúmulo de vivências e referências da cultura diaspórica (preta). Como artista plástico se expressa para além da pintura tradicional, experimentando várias técnicas e elementos, chegando neste momento à escultura com base em madeira e materiais reciclados. A partir da sua arte, Rack pretende expor suas várias facetas e ciclos, explorando e libertando sua subjetividade do lugar do tempo, da caixa, do passado e do futuro que a sociedade ocidental o submete e a todo tempo o seu corpo.




Rainha F
Artista multimídia. Costureira e stylist, Rainha Favelada é filha da favela do Batan, em Realengo, no Rio de Janeiro. Estudante de Belas Artes na Universidade Federal do Rio de Janeiro, investiga os códigos e simbologias matrimoniais. Com Enxoval, integrou o painel de performance da SP-Arte 2018, participou de Vesícula, coletiva na galeria Breu, e do ajudamento Arrebatrá, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica. Foi bolsista do Elã – O Nome que se dá às coisas, no Galpão Bela Maré.




Rastros de Diógenes
Rastros de Diógenes é objeto de artes de Diógenes M. Potiguara, Mamanguape, artista multimídia, andarilha y feiticeira. Enquanto bixa potiguara y não binária, na encruzilhada desses trópicos, investiga nas artes as possibilidades de intervenção poética y pedagógica de cunho contracolonial orientada pelo desejo de uma outra iconografia y futuro para essa corpa híbrida. Por meio do user ‘rastros de diógenes’ desenvolve performances y esquemas pedagógicos y/ou visuais, na presença y virtualidade, na grafia de uma memória espiralada. 




taineura z
Artista, fotógrafa, educadora e colaboradora no Orgâni.Co. Utiliza a imagem como memória mágica e conectiva, explora seus desejos de conhecimento territorial para reconhecimentos sociais. Suas experimentações visuais vividas por fotografias, videoartes e colagens foram suas ferramentas de autoconhecimento; ao investigar os meios urbanos que habita, as vivências são guias que fortalecem o trabalho de registros. Reconhece a resistência sobre lógicas colonialistas e suas pesquisas flertam com arte-educação.

Suplentes
1. Marlon Chapeleiro
2. William Araújo

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Equipe MAM | CAPACETE

Fabio Szwarcwald, Lucimara Letelier, Helmut Batista, Camilla Rocha Campos, Luis Marcelo Mendes, Fernanda Lopes e Márion Strecker.

Demais membros da equipe MAM: 
www.mam.rio/sobre-o-mam/equipe/

Conselho artístico Capacete:
Amilcar Packer, Denise Ferreira da Silva, Andrea Fraser, Ricardo Basbaum, Daniel Steegmann Mangrané, Camilla Campos Rocha e Helmut Batista.

Conselho-executivo Capacete:
Mara & Marcio Fainziliber, Armando Strozenberg, Genny Nissenbaum, Max Perlingeiro, Pablo León de la Barra, Daniel Steegmann Mangrané.



SOBRE O CAPACETE

O CAPACETE é um centro de pensamento e processos artísticos com sede no Rio de Janeiro.  Em 2020 o CAPACETE completa 22 anos de atividades contínuas e tem como missão constituir situações e desenvolver estratégias que forneçam alternativas concretas e reais ao movediço campo da arte. Os programas de residência já realizados foram desenhados para refletir o caráter interdisciplinar das práticas éticas-estéticas contemporâneas e promover esforços que articulam o mundo teórico com apresentações artísticas em diversos formatos e dinâmicas, e para diferentes públicos. Para o CAPACETE residência é o desafio de estar em contato constante com o aprendizado, com o coletivo e com os processos do fazer artístico.

Para conferir a história e as atividades recentes, visite nosso site:
www.capacete.org


SOBRE O MAM | CAPACETE

Em março de 2020, o CAPACETE e o MAM deram início a uma importante parceria alavancada pelo patrocínio do Grupo PetraGold ao MAM. O projeto PLANO ANUAL ESPAÇO CULTURAL CAPACETE 2020 é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e BTG Pactual, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.

A partir dessa data, o CAPACETE, como parte do processo de transformação e dos planos da nova gestão no museu, inicia a transferência de parte de suas atividades para os espaços virtuais e presenciais do MAM, integrando-se à reabertura do Bloco Escola. Estas atividades compreenderão seminários, oficinas, workshops, exposições e apresentações públicas, integradas ao núcleo de programação artística do MAM.

No Bloco Escola serão desenvolvidas diferentes atividades ligadas às ações centrais do CAPACETE, em conjunto com outras frentes de ações educativas do MAM. Em 2020, o Programa MAM | CAPACETE receberá um grupo de 12 residentes e 6 pesquisadores nacionais, além de 4 internacionais não bolsistas (e já anteriormente selecionados pelo CAPACETE), todos com atividades semanais. 

O programa irá estabelecer parcerias internacionais com outros programas de residência e pesquisa de longa duração com o intuito de desenvolver colaborações e intercâmbios internacionais e nacionais em ambas as direções.


Termos e critérios de seleção


PERFIL DESEJADO

Para o programa de residências buscamos pessoas interessadas em seguir um diálogo sobre a atual produção de arte tendo como base as direções apontadas na Visão desta convocatória. É importante estar à disposição para reflexões mediante o contexto da pandemia sanitária e racial em que vivemos e as profundas mudanças de perspectivas imagéticas e sociais.

Para as bolsas de pesquisa buscamos profissionais que estejam ou queiram engajar-se em um dos eixos temáticos abaixo descritos. Os profissionais devem indicar o eixo temático ao qual se encaixam em sua inscrição.

1. Arquitetura do MAM, urbanismo, paisagismo do Parque do Flamengo;
2. Arte e pedagogia, educação formal ou informal;
3. Saberes e causas indígenas;
4. Arte africana diaspórica;
5. Museu e biodiversidade;
6. Espaços de arte experimentais e espaços de arte autônomos.



RESPONSABILIDADES DE PARTICIPAÇÃO

Residências artísticas
• Participação nos seminários mensais;
• Encontros semanais com tutores;
• Texto no final da residência para publicação

Bolsas de pesquisa
• Encontros mensais com tutores;
• Apresentação pública das etapas de desenvolvimento do projeto;
• Elaboração e execução de evento público ao final da bolsa com o intuito de apresentar resultados do período da bolsa.

FORMALIZAÇÃO DOS REPASSSES DE AJUDA DE CUSTO

Os valores da bolsa para ambos os programas será pago a partir de emissão de nota fiscal (via MEI ou Pessoa Jurídica) ou RPA. Os pagamentos serão realizados entre os dias 12 e 16 de cada mês, com início em agosto para os participantes do programa de residência e em setembro para o programa de bolsa de pesquisa.



COMO FUNCIONA O MODELO DA CONVOCATÓRIA

Residências artísticas
A seleção será feita em duas etapas:
1. Seleção feita pelos tutores do programa.
2. Entrevista (via videoconferência) com 12 finalistas que farão a residência.

Bolsas de pesquisa
A seleção será feita em três etapas:
1. Pré-seleção feita pelo tutores do programa.
2. Entrevista (via videoconferência) com até 12 finalistas.
3. Seleção final dos 6 bolsistas.

Temos a preocupação de garantir a privacidade dos participantes no processo. Todas as pessoas envolvidas com a produção ou seleção de candidatos assinarão um acordo (Non Disclosure Agreement) em que as partes que o assinam concordam em manter determinadas informações confidenciais.


COMO PARTICIPAR?

Os candidatos devem enviar até o dia 10 de julho, às 23h59 (horário de Brasília), sua
candidatura preenchendo o formulário neste link:

Os arquivos que devem ser enviados na inscrição são:

1. Carta de apresentação (máximo 300 palavras);
2. Carta de interesse e intenção para a residência ou proposta de trabalho para a bolsa de pesquisa, considerando o ambiente coletivo proporcionado pelas atividades do MAM | CAPACETE e como sua pesquisa prévia se relaciona com a visão dessa convocatória (máximo 1000 palavras);
3. Curriculum vitae resumido, com ênfase nos últimos 3 anos;

Os candidatos podem se inscrever apenas em um dos programas. Não serão aceitas inscrições após esse prazo, exceto por alteração dos termos desta convocatória publicados no website do MAM Rio e do CAPACETE.

TUTORES DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

Camilla Rocha Campos
Camilla Rocha Campos é autorrevolucionária, artista, professora e escritora. Mestre em teoria e crítica de arte pela UERJ, atualmente é diretora da residência artística internacional CAPACETE, professora do programa de Formação e Deformação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e membro do conselho de educação na mesma instituição.

Raquel Barreto
Raquel Barreto é historiadora. Participou do projeto de publicação independente dos livros das pensadoras Lélia González e Beatriz Nascimento, produzidos pela União dos Coletivos Pan Afrikanos de São Paulo. Prefaciou a edição brasileira do livro “Angela Davis, uma autobiografia”. Dividiu mesas com Angela Davis e Patricia Hill Collins, em outubro de 2019, em São Paulo. É cocuradora da exposição “Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros”, no Instituto Moreira Salles.

TUTORES DO PROGRAMA DE BOLSAS DE PESQUISA

Helmut Batista
Helmut Batista é o fundador e diretor-geral do CAPACETE. Estudou direção de ópera em Viena e atuou como artista enquanto morou 15 anos no exterior.

Pablo Lafuente
O escritor, editor e curador espanhol, residente no Rio, Pablo Lafuente, coordenou o Programa CCBB Educativo (2018-2020) e foi cocurador de ‘Dja Guatá Porá: Rio de Janeiro Indígena’ (Museu de Arte do Rio, 2017 a 2018). Antes trabalhou como professor (Universidade Federal do Sul da Bahia, em Porto Seguro, e Central Saint Martins – University of the Arts, em Londres), cocurador (31a Bienal de São Paulo e Office for Contemporary Art Norway, em Oslo) e editor (Afterall Books), sempre trabalhando com métodos de organização coletivos.

PROPONENTES DOS SEMINÁRIOS PROGRAMA DE RESIDÊNCIAS

Paulo Nazareth
Artista que articula com frequência suas raízes africanas e indígenas. Sua prática é ao mesmo tempo interdisciplinar e participativa. Nazareth busca personificar a ideia do artista como conector, decodificador e filósofo.

Ana Lira
Fotógrafa, artista visual e curadora que tem em suas experiências artísticas a busca em discutir vivências políticas e ações coletivas como processos de mediação. Suas práticas articulam relações de poder e implicações nas dinâmicas de comunicação através de mídias impressas e publicações independentes.

Sandra Benites
Curadora e antropóloga social, Sandra Benites discute a educação artística e escolar a partir da perspectiva da mulher guarani. Sandra trabalha com reflexões a respeito da produção de conhecimento e territorialidade.

Hélio Menezes
Curador e antropólogo social que pesquisa a produção artística afro-brasileira bem como questões acerca do sistema da arte, curadoria e história. Hélio reflete em seu trabalho relações raciais, antropologia da imagem, museus, arte e ativismo.

Jorge Menna Barreto
Artista, pesquisador e educador, Jorge tem investigado possíveis relações entre site-specific e agroecologia, com especial ênfase em agrofloresta. Ele se refere ao nosso sistema digestivo enquanto uma ferramenta escultórica que tem a capacidade de moldar a paisagem.

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Dúvidas: programa.capacete@mam.rio

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A criatividade faz parte da essência do carioca. E na cultura da cidade do Rio de Janeiro não podia ser diferente. Desde 2013, a Prefeitura do Rio utiliza a Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e, através dela, patrocina projetos, ações e espetáculos através da Lei nº 553/2013, que destina 1% da arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços) recolhido. O resultado desta iniciativa são os palcos ocupados e a cultura movimentando o município com 1.070 projetos de 19 segmentos e R$ 240 milhões investidos entre 2013 e 2019.

A Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro é, hoje, a que destina os maiores valores financeiros para investimento em cultura dentre todas as capitais brasileiras. Neste ano, a Prefeitura está injetando R$ 51,7 milhões na economia da cultura. Em 2020, a expectativa é que sejam destinados R$ 54,7 milhões.

Com a injeção desses recursos na sociedade carioca, a Secretaria Municipal de Cultura contribui para a valorização do artista, do profissional das artes e do patrimônio cultural, para a democratização do acesso às artes, para o fortalecimento da identidade carioca, além de gerar empregos e enriquecer a cultura do Rio de Janeiro, seja no Centro ou nas zonas Norte, Sul ou Oeste.

Este projeto que está sendo apresentado é um dentre as centenas que já foram patrocinados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. É fruto de uma política cultural de Estado duradoura e de muita escuta da sociedade e do segmento artístico.

Adolpho Konder – Secretário Municipal de Cultura