23 de maio de 2018

CLUBE DE COLECIONADORES MAM RIO EM AÇÃO SOLIDÁRIA

Em tempos de incerteza, a arte é uma maneira de nos conectarmos.

O MAM Rio lança o programa Clube de Colecionadores em ação solidária, e com a venda de conjuntos de obras da edição #6 vai apoiar também duas importantes iniciativas de arte e cultura do Rio de Janeiro que atuam em ações sociais junto a artistas e comunidades no momento da pandemia COVID-19: Lanchonete<>Lanchonete (Pequena África – Gamboa, RJ) e Galpão Bela Maré (Maré, RJ). Saiba mais sobre as ações sociais.

BENEFÍCIOS PARA VOCÊ!

Você apoia a causa da arte e dos museus. Recebe obras exclusivas de artistas contemporâneos para sua coleção. Faz uma ação solidária durante a pandemia, que apoia diretamente ações sociais e artísticas de regiões mais vulneráveis. Você passa também a fazer parte e receber benefícios do Programa Amigos do MAM.

Estão disponíveis para aquisição apenas 50 conjuntos de múltiplos com 5 trabalhos produzidos por Anna Bella Geiger, Daniel Senise, Denilson Baniwa, Marcelo Cidade e Maxwell Alexandre.

Venha fazer parte desse clube, aberto tanto a novos colecionadores quanto àqueles que já investem em arte. Nosso compromisso é destinar 50% do valor gerado pela venda para esses projetos sociais e artísticos.

E mais: em reconhecimento ao apoio a este projeto, o MAM Rio presenteará cada participante com a adesão ao programa Amigos do MAM (Categoria Amigo Individual). Assim, os colecionadores poderão usufruir dos benefícios que o programa oferece, pelos próximos doze meses.

Saiba mais informações sobre Amigos do MAM.
Saiba mais informações sobre o Clube de Colecionadores.

QUEM SÃO OS ARTISTAS E OBRAS DESSA EDIÇÃO?

Anna Bella Geiger, Daniel Senise, Denilson Baniwa, Marcelo Cidade e Maxwell Alexandre são os artistas participantes do #Clube6.

ANNA BELLA GEIGER, “Burocracia – O Mundo”, 2019, serigrafia e aquarela sobre papel Avório 250 g/m², 50 x 70 cm, ed. 100*

*A artista realizou delicadas intervenções à mão em cada uma das impressões, por isso elas apresentam pequenas variações entre si.
“A sequência das quatro mulheres pronunciando a palavra BU-RO-CRA-CIA surgiu em 1974 como um dos ‘assuntos’ para uma das páginas do meu caderno de artista-cartilha intitulado Sobre a arte. É uma referência a um anúncio dos anos 1930 de um produto de brilhantina em que quatro rostos de mulher pronunciam silabicamente o nome da marca. Nas outras seis páginas do pequeno caderno constam as palavras IDEOLOGIA, AVENTUREIRISMO, e CORRENTES Dependentes/Dominantes, entre outras questões polêmicas na época. Ainda em 1974, passei o desenho da Burocracia para a gravura em metal e para a pintura, mantendo propositadamente certo estilo de cartaz popular em que as palavras não possuem um padrão gráfico de ‘qualidade’. As diversas expressões que surgem nas faces dessas mulheres surpreendem a mim mesma, pois vêm de lembranças de rostos bem antigos – principalmente as mulheres negras e as mulatas que me recordam minhas antigas vizinhas de bairro, no Catete. Em algumas delas surge também um autorretrato de quando eu tinha 25 anos.”

DENILSON BANIWA, “Metrô-Pamuri-Mahsã”, 2019, serigrafia em cinco cores sobre papel Hahnemühle 300g/m2, 34 x 34 cm, ed. 100
“No início do mundo havia a grande Cobra-Canoa-da-Transformação e foi ela quem levou embarcados em seu ventre todos os primeiros humanos aos seus lugares onde vivem até hoje. Essa grande serpente que veio do céu em forma de raio e relâmpago chama-se Pamuri Yuhkusiru. Na cidade em meio ao concreto e ferro, transitando diariamente no subterrâneo e com seu ventre abarrotado com diversidade de incontáveis identidades leva os humanos atuais aos seus lugares, a essa grande serpente de metal e olhos de leds dou o nome de Metrô-Pamuri-Mahsã (Cobra-Canoa-da-Gente-Metrôpolitana)”. Veja o depoimento do artista.

MAXWELL ALEXANDRE, “Sem título”, série Reprovados, 2019, acrílica e graxa de sapato sobre papel pardo, 120 x 80 cm, ed. 100*
* Cada exemplar foi feito à mão pelo artista. Por isso, cada uma das obras desta edição tem ligeiras diferenças em relação a imagem aqui exposta.
“Sabendo que o convite do MAM Rio para participar da 6ª edição do Clube dos Colecionadores seria para um trabalho com tiragem de 100 exemplares, logo me veio à cabeça algo relacionado à série Reprovados (2018), sobre a rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. A ideia de múltiplos poderia se referir à quantidade de alunos de uma turma, um pátio, ou ônibus escolar. Eu sabia que para essa ocasião de reprodutibilidade técnica, trabalhar com síntese era um caminho pertinente e até tradicional, mas a chance de afirmar meu glossário com uma única imagem repetida 100 vezes parecia ser uma solução pontual. Então escolhi a camisa da escola pública e como suporte o papel pardo, sínteses das séries Reprovados e Pardo é papel (2018), respectivamente. Motivo e suporte definidos, a decisão mais potente apareceu quando entendi que o trabalho deveria ser pintado. As camisas de escolas servem para uniformizar/padronizar, mas vestem indivíduos. Pintar 100 camisas uma a uma, à mão, era uma maneira honesta de cruzar essas duas premissas. A única matriz usada no processo foi minha memória, do objeto idealizado ao gesto.”
Veja o depoimento do artista.

DANIEL SENISE, “Sem título (nuvem)”, 2019, impressão com tinta pigmentada e serigrafia em uma cor sobre papel de fibra de algodão Hahnemühle Photo Rag Baryta 315g/m², 58,5 x 58,5 cm, ed. 100
“Quando eu era criança, meu pai, aviador, costumava fotografar suas viagens. Seu acervo de negativos está guardado comigo e uma boa parte dele é de nuvens. O trabalho que propus para o Clube dos Colecionadores usa uma dessas nuvens como elemento central: um momento no céu do Norte ou do Nordeste do Brasil há 60 anos, reenquadrado agora por mim.”

MARCELO CIDADE, “Alerta de gatilho”, 2019, impressão à laser sobre papel opaline 120g/m² e linha de algodão em passepartout, 50 x 55 cm, ed. 100
“O que proponho é um trabalho colaborativo entre o museu e eu, resultante em um contrato social, evidenciando essa troca como parte do trabalho. No documento, o museu se compromete a usar sua importância institucional para negociar a retirada de circulação de 100 gatilhos de armas de fogo que foram apreendidas pela polícia carioca. Os gatilhos dessas armas seriam doados (adquiridos) ao museu, e integrariam, junto com o contrato, o múltiplo que os colecionadores vão receber. A chave do trabalho é o fato de que uma arma sem gatilho não funciona, e a intenção da obra vai ser tentar romper com a lógica armamentista com o desmonte literal de 100 armas.”

SOBRE O CLUBE DE COLECIONADORES

Criado em 2004, o Clube de Colecionadores do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro nasceu com o objetivo de democratização e popularização da arte a partir do estímulo à formação de novas coleções. A cada edição, a Curadoria de Artes Visuais convida cinco artistas brasileiros, de diferentes gerações e regiões do país, a desenvolverem trabalhos em formato de múltiplo pensados exclusivamente para essa ocasião. O resultado é um conjunto que revela potentes possibilidades poéticas na nossa produção contemporânea.

Em sua sexta edição, o Clube de Colecionadores apresenta ao público obras de Anna Bella Geiger, Daniel Senise, Denilson Baniwa, Marcelo Cidade e Maxwell Alexandre. Com uma trajetória intimamente ligada à história do museu, Anna Bella Geiger propõe um trabalho que reúne elementos basilares de sua produção de mais de seis décadas: a referência à burocracia, a imagem de mapas e a apropriação da prática da gravura. O tempo e a memória também são temas caros para Daniel Senise, que aqui dá nova dobra à sua pesquisa ao usar como base de seu trabalho uma fotografia realizada por seu pai há 60 anos; e Denilson Baniwa desenvolve sua prática artística com base em sua origem indígena e nas referências culturais de seu povo.

Ao apresentar pinturas, feitas uma a uma, com dois elementos que marcam fortemente sua produção – o uso do papel pardo e a referência à cidade do Rio de Janeiro –, Maxwell Alexandre tensiona a ideia de múltiplo (uma obra de arte com uma matriz reproduzindo em série objetos idênticos). Completa o conjunto Marcelo Cidade, que se interessa pelo mesmo questionamento ao apresentar como trabalho uma proposta de colaboração entre ele e o museu, em que o MAM Rio deve usar sua condição de instituição para dialogar com instâncias da segurança pública, na tentativa de retirar de circulação 100 armas de fogo na cidade do Rio de Janeiro.

Ao abrigar um dos mais importantes acervos de arte do país (entre obras próprias e comodatos), com mais de 16 mil obras de importantes artistas brasileiros e internacionais, o MAM Rio tem sua história marcada não só pelo compromisso em preservar a memória das artes, mas também pelo incentivo à experimentação artística, em suas salas de exposição e cinema, centro de documentação, programa educativo, jardins e pilotis nas últimas sete décadas. O Clube de Colecionadores é parte desse compromisso. Acreditamos que colecionar é aprender sobre nossa história, mantendo viva nossa memória com o convívio em âmbito doméstico com obras de arte, além de construir outros caminhos e leituras possíveis, estimulando a produção artística.

Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes
Curadoria

SAIBA MAIS SOBRE OS ARTISTAS

Anna Bella Geiger nasceu no Rio de Janeiro e graduou-se em Língua e Literatura Anglo-Germânicas pela UFRJ. Iniciou seus estudos artísticos no ateliê de Fayga Ostrower, na década de 1950, mesmo período em que foi para Nova Iorque e estudou História da Arte no Metropolitan Museum of Art e História e Sociologia da Arte na New York University. Durante sua carreira artística recebeu diversos prêmios e bolsas, no Brasil e no exterior, como o prêmio da John Simon Guggenheim Memorial Foundation, em 1982, e a Bolsa Vitae de pesquisa em Artes Plásticas, em 2000. Como professora, atuou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, nos cursos do Museu de Arte de Moderna do Rio de Janeiro e no Hoger Instituut voor Schone Kunsten, na Bélgica. Anna Bella participou da 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, em 1953, e desde então esteve presente em importantes mostras coletivas. Individualmente, expõe intensamente no Brasil e no exterior desde 1954, passando por países como Estados Unidos, Canadá, Espanha, China e Alemanha. Suas obras figuram em importantes coleções nacionais e internacionais como a do Museum of Modern Art, de Nova Iorque, do Centre Georges Pompidou, em Paris, do Victoria and Albert Museum, em Londres, do Museu d’Art Contemporani de Barcelona e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Daniel Senise nasceu no Rio de Janeiro, formou-se em Engenharia Civil pela UFRJ e foi aluno da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, instituição onde lecionou posteriormente, de 1985 a 1996. Realizou diversas exposições nacionais e internacionais e teve individuais em museus como o Museum of Contemporary Art, em Chicago, em 1991, Museo de Arte Contemporáneo, em Monterrey, no México, em 1994, Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, em 2006, e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 2008. Em 1984, Senise participou da mostra coletiva “Como vai você, Geração 80?” e logrou o Prêmio de Viagem ao País, no Salão Nacional de Artes Plásticas. Participou da Bienal de São Paulo nos anos de 1985, 1989, 1998 e 2010, da II Bienal de la Habana, em 1986, e da XLIV Biennale di Venezia, em 1990. Durante os anos de 1992 e 1993, foi parte da importante coletiva “Latin American Artists of the Twentieth Century” que passou por países da Europa e pelos Estados Unidos, sendo exibida em espaços como o Centre Georges Pompidou, em Paris e o Museum of Modern Art, em Nova Iorque.

Nascido em Mariuá, no Rio Negro, Amazonas, Denilson Baniwa é indígena do povo Baniwa. Atualmente vive e trabalha em Niterói, no Rio de Janeiro. Sua trajetória como artista inicia-se a partir das referências culturais do seu povo e na luta pelos direitos dos povos indígenas onde transita pelo universo não-indígena coletando referenciais que fortalecem o palco dessa resistência. Sua primeira exposição individual aconteceu no Centro Universitário Plinio Leite, em Niterói, no ano de 2011. Em 2018 realizou a mostra “Terra Brasilis: o agro não é pop!”, na Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense, também em Niterói, como parte do projeto “Brasil: A Margem”, promovido pela universidade. No mesmo ano, participou da residência artística da quarta edição do Festival Corpus Urbis, realizada no Oiapoque, no Amapá. Em 2019, Denilson realizou a curadoria da Exposição “Re – Antropofagia” na Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense e a mostra “O Agro Não é Pop” no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro. Além de artista visual, Denilson é também publicitário, ilustrador, hacker de sistemas sociais e consolida-se como referência, rompendo paradigmas e abrindo caminhos ao protagonismo dos indígenas no território nacional. Foi indicado ao Prêmio Pipa 2019 de Arte Contemporânea e venceu na categoria online do Prêmio.

Nascido em São Paulo, cidade onde vive e trabalha, Marcelo Cidade formou-se em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado. Desde 2005, realizou mostras individuais em diversas cidades de países como Brasil, Portugal, Estados Unidos, Espanha, França e Itália. Nos anos de 2010 e 2011, recebeu indicações para o Prêmio Pipa. Nos anos de 2006 e 2008 participou, respectivamente, da 27ª Bienal de São Paulo e da 11ª Mostra Internazionale di Architettura, em Veneza. Marcelo esteve em residências artísticas em 2005, no Le Grand Café Centre d’art Contemporain, em Saint-Nazaire, como parte do projeto realizado em decorrência do ano do Brasil na França, e, em 2014, na Kadist SF, em São Francisco, na Califórnia. Em 2018, foi premiado com o Illy Sustain Art Prize durante a feira de arte ARCOmadrid. Suas obras figuram em importantes coleções do Brasil e do mundo, como as do Museu de Arte de São Paulo, da Tate Modern, em Londres, do Museo Tamayo, na Cidade do México e da Fundação Serralves, na cidade do Porto, em Portugal.

Nascido no Rio de Janeiro e formado em Desenho Industrial pela PUC Rio, Maxwell Alexandre realiza, desde 2015, exposições individuais e coletivas em diferentes espaços culturais das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. No ano de 2018, realizou a mostra individual “O Batismo de Maxwell Alexandre”, na galeria A Gentil Carioca, e a coletiva “Histórias Afro-Atlânticas”, no Museu de Arte de São Paulo. No mesmo ano, recebeu o Prêmio São Sebastião de Cultura, da Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro, na categoria Artes Plásticas. Maxwell realizou residências artísticas na Delfina Foundation, em Londres, em 2018, e no Musée d’Art Contemporain de Lyon, em 2019. A última resultou em sua primeira exposição individual internacional chamada “Papel é Pardo”, sediada pelo mesmo museu. Suas obras fazem parte de importantes acervos das capitais paulista e carioca como da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Museu de Arte do Rio.

QUAIS ORGANIZAÇÕES E PROJETOS SERÃO APOIADOS COM OS RECURSOS?

A partir da sua contribuição, 50% dos recursos arrecadados serão direcionados a apoiar duas organizações com atuação direta unindo Arte e Cidadania: Lanchonete<>Lanchonete (Pequena África – Gamboa, RJ) e Galpão Bela Maré (Maré, RJ), que integra o Observatório de Favelas, organização que inclui a cultura como parte da superação das desigualdades sociais, com atuação na Maré desde 2001.
De formas distintas, estas organizações de cultura atuam fortemente no desenvolvimento de comunidades e redes de artistas de regiões vulneráveis do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, são organizações com histórico comprovado de atuação e com capacidade de gestão e transparência na administração de recursos.
Os demais recursos arrecadados serão utilizados para apoio de ações de arte, educação e desenvolvimento comunitário do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, que está em fase de revitalização institucional e inclusive com atividades durante a pandemia.

SOBRE AS ORGANIZAÇÕES QUE SÃO PARTE DA AÇÃO SOLIDÁRIA DO MAM

Galpão Bela Maré
Inaugurado em 2011, o Galpão Bela Maré, localizado na Nova Holanda, uma das 16 favelas que compõem o Conjunto de Favelas da Maré, representa o projeto institucional do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, em parceria com a produtora Automatica, na construção de um espaço cultural no cenário das artes visuais do Rio de Janeiro metropolitano.
O Galpão foi inaugurado com o objetivo de contribuir para a democratização e difusão de expressões artísticas e seu funcionamento comprova como é possível descentralizar tanto os equipamentos culturais quanto as possibilidades de fruição estética na cidade e, com efeito, reconhecer os/as moradores/as dos territórios populares como cidadãos/ãs com plenos/as de direitos, afastando-os/as dos juízos de valor hegemônicos, que estigmatizam, criminalizam e muitas vezes são omissos à sujeitos/as e territórios fora dos eixos centrais.
Assim, há uma aposta política por, a partir deste território das artes, propor e visibilizar agendas de superação de desigualdades e de radicalização da democracia, construindo processos cada vez mais consistentes de através da arte visibilizar sujeitos/as, territórios e questões periféricas.

Entre 2011 e 2020 realizamos cerca de 20 exposições, cursos, palestras, performances, projeção de filmes, etc. e recebemos mais de 50 mil visitantes. O Bela está aberto regularmente de terça a sábado e, marca a favela como espaço possível para a arte contemporânea brasileira habitar, e assim mobilizar travessias até então pouco óbvias.

Em 2019, inaugurou a ELÃ [Escola Livre de Artes] – um projeto experimental de formação artístico-pedagógica elaborada no Galpão Bela Maré, pelo Observatório de Favelas, a produtora Automatica e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A proposta surgiu de um desejo de construção de um espaço de criações e reflexões no campo estético e político; de fomento à produção artística contemporânea, e se coloca como ambiente aberto a jovens artistas das regiões periféricas da metrópole do Rio de Janeiro.

O Galpão está fechado ao público desde 19 de março devido a pandemia da Covid-19. Em meados de abril, sua programação ganhou a virtualidade principalmente no perfil do projeto no instagram (@galpaobelamare). Duas vezes por semana, desde então, temos utilizado o espaço online para manutenção de parte da nossa missão, com a postagem regular de conteúdos de arte-educação que possam manter e estreitar nosso vínculo com o público, ainda que em um momento em que não podemos estar juntos fisicamente.

Conheça o youtube da Bela Maré.

Lanchonete <> Lanchonete
Lanchonete <> Lanchonete _ Escola Por Vir (Pequena África, Gamboa, RJ)
A L<>L tem enfrentado junto com as crianças e suas famílias os desafios agudizados pela pandemia. Desde o início de março transferiu e construiu inteligência sobre o COVID com a comunidade através de dinâmicas lúdicas e material artesanalmente impresso e redigido com as crianças, realizou a transferência de renda (R$ 300,00) para as mulheres responsáveis por cada uma das 42 crianças inscritas no programa da Escola Por Vir, faz entregas cestas de alimentos e água mineral às segundas feiras, orienta e providencia a cada 15 dias material para higiene corporal e sanitização dos ambientes , todas as crianças receberam um filtro de barro bem como participaram junto com um adulto de seu núcleo familiar de um encontro (com todos os cuidados para prevenção contra contaminação) para aprender sobre a importância deste dispositivo de emancipação da comercialização da água como também sua capacidade de tornar a água da rede pública em estado potável, está desenvolvendo em parceria com a UERJ e UFRJ um ensaio demográfico qualitativo e quantitativo para mapeamento do território onde a L<>L está alocada e tem formado moradores chaves em agenciamento comunitário e está equipando um espaço dentro da Lanchonete para funcionar a rádio comunitária e gravadora dos artistas locais.

O QUE É A LANCHONETE <> LANCHONETE _ ESCOLA POR VIR
A Associação Cultural Lanchonete <> Lanchonete é uma iniciativa civil sem fins lucrativos que desde 2015 acontece na Pequena África, bairro Gamboa, na cidade do Rio de Janeiro. Alocada desde junho de 2019 em um galpão de 240m2 no mesmo território, a Lanchonete <> Lanchonete _ Escola Por Vir é um espaço de convivência gratuito, seguro, digno e rico nas diferenças e pluriversidades, fruto de invenção coletiva, com diversas estações de experimentações (projetos) em diferentes campos do saber à disposição da comunidade e que favorecem a troca de aprendizados e colaboram para construção livre, orientada e interterritorial de inteligência, alimentando o desenvolvimento físico/intelectual das subjetividades dos participantes crianças e jovens, tentando alcançar suas famílias, majoritariamente locais, negros e de baixa renda. Reconhecendo o crítico contexto socioeconômico, a crescente injustiça social e o anúncio do final de políticas governamentais de proteção aos direitos das minorias e dos recursos naturais, a L<>L se afirma como um gesto de resistência ao imponderável. Através de uma práxis que combina, no mesmo lugar, a comensalidade com atividades que potencializam a constituição de sujeitos autônomos e emancipados, utilizando uma linguagem simples e franca, construída concomitante à escuta, as iniciativas da Lanchonete <> Lanchonete _ Escola Por Vir são ativadas na cozinha escola, com e a partir do contexto local e suas singularidades, suas urgências e as prioridades dos moradores da Pequena África. A cozinha – escola – comunitária da L<>L, gratuita e que oferece axs participantes oficinas de artes, de impressões gráficas, de letramento, de música, de yoga, de capoeira, de estudos de narrativas não brancas, oferece o preparo saudável de alimentos in natura, amplificando e integrando o cotidiano das crianças frequentadoras a outras possibilidade de existirem e aparecerem no mundo.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Valor e forma de pagamento
O valor de venda de cada conjunto de obras é de R$ 6.800,00 (seis mil e oitocentos reais).
Cada conjunto é composto de 5 obras, sendo uma de cada artista citado acima. Foram produzidos 100 múltiplos de cada obra, exclusivamente para a edição #6 Clube de Colecionadores do MAM Rio.
Com a compra, você ganhará a adesão ao programa Amigos do MAM (Categoria Amigo Individual) por um ano. Venda pelo site: http://bit.ly/clubemamrio
Lembrando que 50% do valor que você paga será destinado diretamente para a ação solidária junto às organizações Galpão Bela Maré e Lanchonete<>Lanchonete.
O pagamento pode ser feito via cartão de crédito com parcelamento em até 10x sem juros, ou com cartão de débito.
Essa ação solidária do Clube de Colecionadores edição #6 fica disponível até 15 de julho (data prorrogada) ou até os 50 conjuntos à venda se esgotarem.

Sobre a entrega das obras
A entrega na cidade do Rio de Janeiro está inclusa no valor da compra. Mas não está incluso o custo de envio das obras para outros municípios. Dado o atual fechamento do museu na pandemia, as obras serão entregues após o retorno ao funcionamento normal do MAM Rio (abertura para o público). As obras poderão também ser retiradas pessoalmente no MAM Rio após sua reabertura. Para dúvidas, utilize o e-mail: clube.colecionadores@mam.rio .

SUGESTÕES DE ARMAZENAMENTO

O cumprimento das instruções de acondicionamento contribuem para a conservação da obra por um longo período: caso deseje manter a obra guardada, faça uma embalagem individual em papel de pH neutro e guarde em superfície plana (não guarde enrolada); evite flutuação brusca de temperatura e umidade (recomendado entre 19 e 24ºC e 45-55% UR) e exposição à luz intensa e por longos períodos, sobretudo de frente para janelas ou em locais onde há incidência da luz solar (condições ideais 50 lux); proteja do pó; manipule o mínimo possível (quando necessário manipule com as mãos limpas, de preferência com uso de luvas de algodão); segure sempre com as duas mãos evitando vincos; não use grampos ou clips; evite uso de colas.

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